Gênesis 9 a 12 (dia 3)

LIVRO DE GÊNESIS, CAPÍTULO 9

Deus abençoou Noé e seus filhos, dizendo-lhes para terem muitos filhos, multiplicarem-se e encherem toda a terra. Ele explicou que todos os animais da terra, todas as aves do céu, tudo o que rasteja no solo e os peixes do mar estariam agora sob o domínio deles.

Deus disse que tudo o que vive e se move poderia servir de alimento para as pessoas, assim como as plantas haviam sido dadas antes. No entanto, Ele deixou claro que a carne não deveria ser comida com o seu sangue, porque a vida está no sangue. Deus afirmou que vai exigir responsabilidade pelo sangue derramado: Ele pedirá contas tanto dos animais como dos seres humanos, e se alguém tirar a vida de outra pessoa, haverá justiça, pois o ser humano foi criado à imagem de Deus.

Ele repetiu a ordem para que eles tivessem muitos filhos, se espalhassem e crescessem abundantemente pela terra.

Então Deus falou novamente a Noé e aos seus filhos que estavam com ele, dizendo que agora estabelecia seu pacto com eles, com seus descendentes e com todos os seres vivos que estavam com eles — as aves, os animais e tudo que havia saído da arca. Deus prometeu que nunca mais toda a vida seria destruída por um dilúvio, e que não haveria outro dilúvio para destruir a terra.

Deus explicou que o sinal desse pacto eterno teria um arco no céu. Sempre que nuvens aparecessem com o arco nelas, Deus lembraria do seu pacto com toda criatura viva e com a terra, e as águas nunca mais se tornariam um dilúvio para destruir toda a vida.

Depois Deus disse a Noé que esse arco seria o sinal do pacto que Ele havia estabelecido entre Ele mesmo e toda forma de vida na terra.

Quando saíram da arca, os filhos de Noé foram Sem, Cam e Jafé, e Cam se tornou o pai de Canaã. A partir desses três, toda a terra foi povoada.

Noé começou a cultivar o solo e plantou uma vinha. Um dia ele bebeu do vinho produzido e ficou embriagado dentro da sua tenda, ficando nu. Cam, pai de Canaã, viu a nudez do pai e contou aos seus dois irmãos que estavam do lado de fora. Sem e Jafé pegaram uma capa, colocaram sobre os ombros e, andando de costas para não ver o pai em sua condição, cobriram sua nudez.

Quando Noé acordou do seu sono após o vinho e soube o que o filho mais novo havia feito, pronuncia palavras fortes contra Canaã, dizendo que ele seria servo dos seus irmãos. Em seguida, Noé proclamou bênção para Sem, invocando o SENHOR, o Deus de Sem, e declarou que Canaã seria servo também. Ele orou para que Deus ampliasse Jafé e que ele vivesse nas tendas de Sem, e que também ali Canaã fosse servo.

Depois do dilúvio, Noé viveu mais trezentos e cinquenta anos. Ao todo, sua vida durou novecentos e cinquenta anos, e então ele morreu.


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LIVRO DE GÊNESIS, CAPÍTULO 10

Estas são as famílias dos filhos de Noé — Sem, Cam e Jafé — e os seus descendentes que nasceram depois do dilúvio.

No ramo de Jafé nasceram Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras.
Os filhos de Gômer foram Asquenaz, Rifate e Togarma.
Os filhos de Javã foram Elisá, Társis, Quitim e Dodanim.
Desses povos vieram as nações que se espalharam pelas ilhas e terras distantes, cada grupo segundo a sua língua, sua família e sua nação.

No ramo de Cam nasceram Cuche, Mizraim, Pute e Canaã.
Os filhos de Cuche foram Seba, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e Raamá teve como filhos Sebá e Dedã.
Cuche também foi pai de Ninrode, que se tornou o primeiro homem forte e influente na terra.
Ele se destacou como um caçador valente diante do SENHOR, tanto que se tornou um ditado: “Valente como Ninrode, um caçador valente diante do SENHOR”.

O primeiro núcleo de domínio de Ninrode começou em Babel, Ereque, Acade e Calné, na região de Sinar.
A partir daquela terra ele seguiu para a Assíria, onde fundou Nínive, Reobote-Ir, Calá e Résem, que fica entre Nínive e Calá e é considerada uma grande cidade.

De Mizraim vieram os povos Ludim, Anamim, Leabim, Naftuim, Patrusim, Casluim (de onde vieram os filisteus) e Caftorim.

De Canaã nasceram Sidom, seu primeiro filho, e Hete, além de outros grupos: os jebuseus, amorreus, girgaseus, heveus, arqueus, sineus, arvadeus, zemareus e hamateus.
Essas foram as famílias que se espalharam entre os cananeus.

A extensão das terras dos cananeus ia de Sidom em direção a Gerar até Gaza, e de lá até as cidades de Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, chegando até Lasa.

Esses são os descendentes de Cam, organizados segundo suas famílias, suas línguas, suas terras e suas nações.

Também a Sem, que foi o pai de todos os filhos de Eber e irmão mais velho de Jafé, nasceram filhos.
Os filhos de Sem foram Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arão.
De Arão vieram Uz, Hul, Geter e Más.
Arfaxade teve um filho chamado Selá, e Selá foi pai de Eber.

Eber teve dois filhos. O mais velho foi chamado Pelegue, porque nos seus dias a terra foi dividida; o irmão dele foi chamado Joctã.
Joctã foi pai de Almodá, Selefe, Hazarmavé, Jerá, Hadorão, Usal, Dicla, Obal, Abimael, Sebá, Ofir, Havilá e Jobabe.
As terras onde eles se estabeleceram iam de Messa até Sefar, a região montanhosa do Oriente.

Dessa forma, estas são as famílias dos filhos de Sem, distribuídas em suas terras e nações.

Estes são os povos formados pelos descendentes dos filhos de Noé, com suas famílias, línguas, territórios e nações, e foi por meio deles que as nações se espalharam pela terra depois do dilúvio.


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LIVRO DE GÊNESIS, CAPÍTULO 11

Toda a terra falava uma única língua e todos usavam as mesmas palavras. À medida que as pessoas foram viajando para o leste, encontraram uma região plana na terra de Sinar e decidiram morar ali.

Conversando entre si, propuseram fazer tijolos bem cozidos para usar no lugar de pedras, usando betume como argamassa. Eles então disseram que iriam construir uma cidade e uma torre tão alta que seu topo chegaria aos céus. Queriam fazer um nome para si mesmos e evitar ser espalhados por toda a terra.

O SENHOR desceu para observar a cidade e a torre que as pessoas estavam construindo. Ele percebeu que todos eram um só povo e falavam a mesma língua, e que esse era apenas o começo do que poderiam fazer juntos. Assim, nada do que decidissem empreender lhes pareceria impossível.

Então o SENHOR decidiu intervir e disse que iria descer e confundir a linguagem deles, de modo que não pudessem mais se entender uns aos outros. Com isso, o SENHOR os espalhou por toda a face da terra, e eles pararam de construir a cidade.

Por essa razão o lugar recebeu o nome de Babel, porque ali o SENHOR confundiu a linguagem de toda a terra e os dispersou pelo mundo.

Esta é a história da descendência de Sem. Quando ele tinha cem anos, tornou-se pai de Arfaxade, dois anos depois do dilúvio. Depois disso, Sem viveu mais quinhentos anos e teve outros filhos e filhas.

Arfaxade teve Selá aos trinta e cinco anos e, depois disso, viveu mais quatrocentos e três anos, tendo outros filhos e filhas. Selá teve Éber aos trinta anos e viveu ainda quatrocentos e três anos, tendo outros filhos e filhas. Éber teve Pelegue aos trinta e quatro anos e viveu mais quatrocentos e trinta anos, tendo filhos e filhas.

Pelegue teve Reú aos trinta anos e viveu outros duzentos e nove anos, com filhos e filhas. Reú teve Serugue aos trinta e dois anos e viveu mais duzentos e sete anos, com filhos e filhas. Serugue teve Naor aos trinta anos e viveu mais duzentos anos, com filhos e filhas.

Naor teve Tera aos vinte e nove anos e, depois disso, viveu mais cento e dezenove anos, com filhos e filhas. Tera teve três filhos: Abrão, Naor e Harã. Harã foi pai de Ló, mas morreu em sua terra natal, em Ur dos Caldeus, enquanto seu pai Tera ainda vivia.

Abrão e Naor casaram. A esposa de Abrão se chamava Sarai e a esposa de Naor se chamava Milca, filha de Harã, pai de Milca e de Iscá. Sarai não tinha filhos.

Tera pegou Abrão, seu filho, Ló, seu neto filho de Harã, e Sarai, nora e esposa de Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus para ir à terra de Canaã. Eles chegaram a Harã e ali passaram a viver. Tera viveu duzentos e cinco anos e morreu em Harã.


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LIVRO DE GÊNESIS, CAPÍTULO 12

De forma simples, o SENHOR falou com Abrão e o chamou para uma aventura de fé. Ele pediu que Abrão deixasse sua terra, sua família e a casa de seu pai, e fosse para um lugar que Ele mesmo iria mostrar a ele.

O SENHOR prometeu a Abrão que faria dele uma grande nação, que o abençoaria e faria seu nome respeitado. Ele disse que Abrão seria uma fonte de bênção, que aqueles que o abençoassem também seriam abençoados, e que, por meio dele, todas as famílias da terra seriam abençoadas.

Abrão obedeceu ao chamado. Ele tinha setenta e cinco anos quando saiu da cidade de Harã. Com ele foram sua esposa Sarai, seu sobrinho Ló, tudo o que eles haviam conquistado e as pessoas que viviam sob seu cuidado. Eles partiram rumo à terra de Canaã e, quando chegaram, Abrão percorreu aquela terra até um lugar chamado Siquém, perto de uma árvore grande conhecida como o carvalho de Moré.

Naquele momento os cananeus ainda viviam naquela região. Foi ali que o SENHOR novamente apareceu a Abrão e repetiu a promessa de dar aquela terra aos seus descendentes. Em resposta, Abrão construiu um altar para agradecer ao SENHOR pela visita e pela promessa recebida.

Depois disso, ele seguiu viagem para uma região montanhosa entre Betel e Ai, onde montou sua tenda. Novamente ali ele construiu um altar e orou ao SENHOR, reconhecendo a presença e a direção d’Ele em sua vida. Em seguida, Abrão continuou sua jornada para o sul da terra de Canaã.

Em um tempo de grande fome naquela região, Abrão decidiu descer ao Egito para viver ali por algum tempo, já que a fome estava severa. Antes de entrar no Egito, ele disse a Sarai que, por ser muito bonita, os egípcios poderiam matá-lo para ficar com ela. Por isso pediu que ela dissesse que era sua irmã, para que ele fosse tratado bem por causa dela.

Quando Abrão entrou no Egito, os egípcios notaram a grande beleza de Sarai. Os oficiais do faraó a elogiaram e ela foi levada para a casa dele. Por causa disso, Abrão foi bem tratado e recebeu muitos presentes, como rebanhos e servos.

Mas, por causa de Sarai, o SENHOR trouxe pragas ao faraó e à sua casa. Então o rei chamou Abrão e lhe perguntou por que não havia dito que Sarai era sua esposa, já que ele a tinha tomado por mulher. O faraó devolveu Sarai a Abrão e ordenou que eles partisse, levando tudo o que tinham.


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