Gênesis 1 a 4 (dia 1)
LIVRO DE GÊNESIS, CAPÍTULO 1
No começo, Deus criou o céu e a terra. A terra ainda era sem forma e vazia, envolta em trevas, e o Espírito de Deus pairava por cima das águas.
Então Deus disse “Que haja luz!”, e a luz apareceu. Ele viu que a luz era boa, e separou-a das trevas. Chamou a parte luminosa de “dia” e a parte escura de “noite”. Assim passou a tarde, veio a manhã — esse foi o primeiro dia.
Depois, Deus disse para haver um espaço entre as águas, para dividir as águas que estavam abaixo daquelas que estavam acima. Ele fez esse espaço, separou as águas de cima das águas de baixo, e chamou esse espaço de “céu”. A tarde passou, veio a manhã — o segundo dia.
Em seguida, Deus ordenou que as águas debaixo do céu se reunissem num só lugar, para que aparecesse a parte seca. E aconteceu exatamente assim. A parte seca Ele chamou de “terra”, e o agrupamento das águas, de “mares”. Ele viu que era bom.
Então Deus disse que a terra deveria produzir plantas: ervas que geram sementes e árvores frutíferas que, segundo suas espécies, dão fruto com semente. E aconteceu: a terra produziu relva, ervas que geram sementes, e árvores frutíferas que tinham sementes nos frutos, cada qual de acordo com sua espécie. Deus viu que tudo isso era bom. Passaram-se tarde e manhã — esse foi o terceiro dia.
Deus então disse que deveriam existir luzes no céu para separar o dia da noite, para marcar estações, dias e anos. Que essas luzes também iluminassem a terra. Ele fez dois grandes luminares: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite, e também as estrelas. Deus colocou essas luzes no céu para iluminar a terra, governar o dia e a noite, e separar a luz da escuridão. E Ele viu que isso era bom. Passaram-se tarde e manhã — esse foi o quarto dia.
Depois, Deus disse que as águas deveriam se encher de seres vivos, e que aves deveriam voar sobre a terra, sob o céu. Assim Ele criou grandes criaturas marinhas e todos os seres viventes que nadam nas águas, segundo suas espécies, e também aves, cada qual segundo sua espécie. Deus viu que era bom, e os abençoou, ordenando que fossem fecundos, se multiplicassem, enchessem os mares e a terra com suas gerações. Passaram-se tarde e manhã — esse foi o quinto dia.
Então Deus falou para que a terra produzisse criaturas vivas segundo suas espécies: animais, répteis e feras. E assim foi: Ele fez todos os animais selvagens, os domésticos e os répteis, cada um conforme seu tipo. E Deus viu que era bom.
Deus então disse: “Vamos fazer o ser humano à nossa imagem, para ser parecido conosco, e que ele tenha domínio sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todos os répteis e tudo o que se move na terra.” Ele criou o ser humano à Sua imagem — homem e mulher os criou.
Ele os abençoou e disse para serem férteis, multiplicarem-se, povoarem a terra e dominarem sobre todos os seres. Disse também que lhes daria todas as plantas com sementes e todas as árvores frutíferas para alimento. Para todos os animais, aves e répteis, Ele deu todas as plantas verdes como alimento.
Por fim, Deus olhou para toda a criação que havia feito, e viu que era muito boa. Passaram-se tarde e manhã — esse foi o sexto dia.
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LIVRO DE GÊNESIS, CAPÍTULO 2
Assim que Deus terminou de criar os céus, a terra e todo o universo, Ele concluiu Seu trabalho e no sétimo dia descansou de tudo o que tinha feito. Ele abençoou esse dia e o separou como algo especial, porque nele descansou de toda a criação.
Este é o relato de como tudo começou: no momento em que o SENHOR Deus formou a terra e o céu, ainda não havia brotado qualquer planta nos campos, nem crescido erva, porque o SENHOR ainda não tinha feito chover, e não havia ninguém para cuidar da terra. No lugar disso, umidade subia do solo como vapor, regando toda a superfície.
Então o SENHOR Deus moldou o ser humano a partir do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida — e o homem passou a existir como um ser vivo.
Depois disso, o SENHOR Deus plantou um jardim no Éden, na direção do leste, e colocou ali o homem que havia formado. Do solo brotaram muitas árvores, belas aos olhos e boas para comer; no centro do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Um rio saía do Éden para regar o jardim; dele se ramificavam quatro braços. O primeiro rio se chama Pisom, que circula toda a terra de Havilá — onde há ouro, e esse ouro é de excelente qualidade, assim como o bdélio e a pedra de berilo. O segundo rio, chamado Giom, passa por toda a terra de Cuxe. O terceiro é o Tigre, que corre a leste da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates.
Então o SENHOR Deus pegou o homem e o colocou no jardim para que ele cuidasse dele e o cultivasse. Ele deu ao homem uma ordem clara: podia comer livremente de todas as árvores do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal — pois, se comesse dela, certamente morreria.
O SENHOR também disse: “Não é bom que o homem fique sozinho; farei para ele alguém que o ajude e que seja uma parceira compatível.” Da terra, Ele formou todos os animais selvagens e todas as aves dos céus, e os trouxe ao homem para que ele lhes desse nomes. O que ele nomeava passava a ser chamado assim. No entanto, entre todos os seres criados, não apareceu uma companheira adequada para o homem.
Então Deus fez o homem cair num sono profundo. Enquanto ele dormia, Ele tirou uma de suas costelas e fechou o lugar com carne. Com essa costela, o SENHOR Deus formou uma mulher e a levou até o homem.
O homem disse: “Agora sim é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’, porque foi tirada do homem.” Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Ambos, o homem e a mulher, estavam nus, mas não tinham vergonha.
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LIVRO DE GÊNESIS, CAPÍTULO 3
A serpente, mais astuta do que qualquer outro animal que Deus tinha criado, se aproxima da mulher e questiona o que Ele havia dito sobre não comer de todas as árvores do jardim. A mulher responde que podem comer os frutos das árvores, mas que, segundo Deus, não devem comer nem tocar o fruto da árvore que está no centro, porque daí viria a morte.
A serpente contesta: “Não, vocês não vão morrer.” Ela argumenta que Deus sabe que, se comerem aquele fruto, seus olhos se abrirão e vocês se tornarão como Ele, conhecendo o bem e o mal.
A mulher, então, vê que a árvore é boa para comer, visualmente atraente e sedutora para dar sabedoria. Ela pega o fruto, come e também dá ao marido, que come junto com ela. Imediatamente, os olhos de ambos se abrem e eles percebem que estão nus — então costuram folhas de figueira para cobrirem-se.
Quando ouvem a voz do SENHOR Deus andando no jardim no fim da tarde, eles se escondem entre as árvores. Deus chama o homem: “Onde você está?” — e ele responde que ouviu Sua voz, ficou com medo porque estava sem roupas e se escondeu.
Deus pergunta: “Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu da árvore da qual Eu havia ordenado que não comesse?” O homem diz que foi a mulher que Deus lhes deu quem lhe ofereceu a fruta, e ele comeu. A mulher, por sua vez, admite que a serpente a enganou, e por isso ela comeu.
Então o SENHOR Deus dirige-se à serpente, dizendo que, por causa do que ela fez, será maldita entre todos os animais, rastejará sobre o ventre e comerá pó todos os dias de sua vida. Ele anuncia que haverá inimizade entre a serpente e a mulher, e entre a descendência dela e a sua — a descendente da mulher ferirá a cabeça da serpente, enquanto ela lhe ferirá o calcanhar.
A Deus se dirige à mulher: Ele multiplicará grandemente o sofrimento na gravidez; com dor ela dará à luz; seu desejo será para o marido, e ele a governará.
Ao homem, Deus diz que, porque ele ouviu a voz da mulher e comeu da árvore que não deveria, a terra será amaldiçoada por sua causa. Ele terá que trabalhar arduamente para dela tirar o sustento todos os dias de sua vida. A terra produzirá espinhos e ervas daninhas, e ele comerá das plantas do campo. Pelo suor do rosto ganhará seu pão, até voltar ao pó — afinal, ele veio do pó e ao pó voltará.
O homem chama sua mulher de Eva, pois ela será a mãe de todos os viventes. E Deus faz túnicas de pele para Adão e Eva, para vesti-los.
Então o SENHOR Deus diz: “Vejam, o homem tornou-se como um de nós, conhecedor do bem e do mal — não devemos permitir que ele estenda a mão, pegue também da árvore da vida, coma e viva para sempre.” Por isso, Deus o expulsa do jardim do Éden para que ele trabalhe a terra da qual foi formado.
Depois de expulsar o homem, Deus coloca querubins a leste do jardim e uma espada flamejante que gira por todos os lados para guardar o caminho da árvore da vida.
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LIVRO DE GÊNESIS, CAPÍTULO 4
Adão se relacionou com Eva, sua esposa, e ela ficou grávida. Quando deu à luz Caim, disse: “Tive um filho por causa da ajuda do SENHOR.” Depois, ela ficou grávida de novo e teve Abel, irmão de Caim. Abel se tornou pastor de ovelhas, enquanto Caim trabalhava na lavoura.
Com o tempo, Caim ofereceu ao SENHOR uma parte dos frutos da terra. Abel também ofereceu, mas deu o melhor das primeiras crias de seu rebanho, incluindo a gordura. O SENHOR aceitou a oferta de Abel com agrado, mas não prestou atenção à de Caim. Isso deixou Caim extremamente irritado; ele ficou com o rosto abatido.
O SENHOR perguntou a Caim: “Por que você está tão bravo? Por que parece abatido?” E continuou: “Se você fizer o que é certo, você será aceito. Mas se não fizer, o pecado está à sua porta, desejando te dominar — e você deve dominá-lo!”
Caim sugeriu a Abel: “Vamos para o campo.” Enquanto estavam lá, ele atacou Abel e o matou.
Então o SENHOR perguntou a Caim: “Onde está o seu irmão Abel?” Caim respondeu: “Não sei. Sou eu responsável por cuidar dele?” O SENHOR lhe disse: “O que você fez? O sangue do seu irmão está clamando a mim da terra.”
Por causa disso, Caim foi amaldiçoado: a terra, que havia recebido o sangue de Abel, agora não daria mais sua força para ele. Ele se tornaria um fugitivo e alguém que vagueia pela terra.
Caim reclamou: “Meu castigo é maior do que eu posso suportar. Hoje você me expulsa da face da terra, e vou me esconder da sua presença. Serei um forasteiro e qualquer um que me encontrar poderá me matar.”
Mas o SENHOR respondeu: “Não será assim. Se alguém matar Caim, sofrerá vingança sete vezes pior.” E colocou um sinal em Caim para que ninguém o matasse.
Então Caim se afastou da presença do SENHOR e se estabeleceu na terra de Nod, a leste do Éden.
Ele teve relações com sua esposa, e ela deu à luz um filho chamado Enoque. Caim construiu uma cidade e deu-lhe o nome dele: Enoque.
A linhagem continuou: Enoque teve um filho chamado Irade; Irade teve Meujael; Meujael teve Metusael; e Metusael teve Lameque. Lameque tomou para si duas esposas, as quais se chamavam Ada e Zilá.
Ada deu à luz Jabal, que se tornou ancestral dos que vivem em tendas e criam gado. O irmão dele era Jubal, que se tornou ancestral de todos os que tocam harpa e flauta. Zilá teve Tubalcaim, que trabalhou como ferreiro, criando ferramentas de bronze e ferro; sua irmã era Naamá.
Lameque falou com suas esposas: “Ada e Zilá, ouçam minha voz! Mulheres de Lameque, prestem atenção nas minhas palavras: eu matei um homem por me ferir, e um jovem por me machucar. Se Caim será vingado sete vezes, então eu, Lameque, serei vingado setenta e sete vezes!”
Depois disso, Adão se uniu de novo a Eva, e ela teve outro filho, a quem chamou Sete, dizendo: “Deus me deu outro filho para substituir Abel, já que Caim o matou.” E Sete teve um filho chamado Enos. Naquela época, as pessoas começaram a invocar o nome do SENHOR.




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